NOSSA DIVA INTERPRETA FERNANDO PESSOA NO DIA DO SEU ANIVERSÁRIO
UM ESPAÇO DE ENCONTROS, DE TROCAS, DE REFLEXÕES, DE SONHOS.... ONDE A PALAVRA É A SENHORA DOS DIAS E DAS NOITES. ENTREM E FIQUEM À VONTADE.
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quinta-feira, 13 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
PRIORIDADES
Prioridades
"Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.
Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.
Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria.
Cada um que examine o baú de suas prioridades, e faça a arrumação que quiser ou puder.
Que seja para aliviar a vida, o coração e o pensamento - não para inventar de acumular ali mais alguns compromissos estéreis e mortais."
Lya Luft
terça-feira, 11 de junho de 2013
A ARTE DE SER FELIZ
Bom dia meus queridos (as)! Essas diversas fases da natureza, essas constantes mudanças de clima....me remete a uma palavra que adoro e que durmo e acordo com ela:POSSIBILIDADES e não tem como não acreditar em dias melhores se acreditamos em possibilidades e eu acredito, e é dentro dessa crença que eu vou me construindo e experienciando momentos de grande beleza e por falar em beleza, olhem que coisa linda esse texto de Cecília Meireles que nos diz que tudo depende da forma que vemos, com que olhar observamos as coisas mais simples....
A arte de ser feliz
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde,
e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Ás vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles
quarta-feira, 5 de junho de 2013
A BELA POESIA DO COTIDIANO
Boa noite meus queridos (as)! Nenhum discurso político, nenhuma argumentação filosófica, apenas um olhar registrando a bela poesia do cotidiano.
Último sábado resolvi sair pra
almoçar fora, respirar um pouco, ver o movimento da vida, sentir o cheiro de
gente, me sentir viva dentro desse encantador cotidiano, coisas que não tenho
feito normalmente. Em um dado momento a pessoa que estava dirigindo o carro, (às
vezes não consigo por conta de algumas reações) estacionou e foi resolver um
problema seu, fiquei dentro do carro esperando, quando para ao lado um senhor
com um carro de picolé, alguém perguntou se ele havia vendido muito picolé,
onde com alguns poucos dentes na boca e
assim mesmo estragados, um grande chapéu de palha que certamente não havia
impedido proteger a pele pois estava extremamente avermelhada e ressecada, com
um semblante tranquilo respondeu: - oxe, não vendi nada! mesmo com esse sol, a
feira de artesanato cheio de turista,
nem uma mosca passa, mas eles não querem
picolé não, só querem cachaça. O que me impressionou foi a tranquilidade, a
serenidade com que aquele senhor relatou aquele dia de insucesso. E fiquei pensando
a forma simples como esse povo vive e encara a vida, fiquei pensando nessa
linda capacidade do povo, verdadeiramente povo não ser contaminado por essa
busca desenfreada do “ter” que a classe alta, media alta... Sei lá o que são tão escravas. Fiquei imaginado um grande empresário
relatando um dia como esse. E aí o senhor seguiu com o seu carro de picolé, sem
reclamar, sem blasfemar, sem desistir, seguiu. Em seguida fui à casa da minha
irmã e quando voltava quem eu encontro? Um carro de picolé estacionado em frente
a um barzinho, meu olhar buscou imediatamente os detalhes do cenário e está lá, aquele
chapéu, aquele mesmo senhor tomando a sua cerveja com a boca escancarada, não
esperando a morte chegar mas, dando boas risadas da vida e pra vida. Fiquei encantando
com a cena e ela só me disse uma coisa: como complicamos a vida! Como tudo
seria diferente, mais leve... se fôssemos menos escravos.
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