Seguidores

terça-feira, 14 de maio de 2013

QUAL O LOBO VOCÊ ALIMENTA?

Boa tarde meus queridos(as)! Há pouco recebi essa mensagem de uma colega de trabalho, já a conhecia mas a forma carinhosa como me chegou, senti que valia a pena compartilhá-la e dizer sem nenhuma pieguice: vale muito a pena alimentar o lobo bom!



                         O lobo que existe dentro de nós 
 

Uma noite, um sábio contou ao seu neto sobre a guerra que acontece dentro das pessoas.
Ele disse: "A batalha é entre dois ‘lobos' que vivem dentro de todos nós".
Um é mau: é a raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento,
inferioridade, mentiras, orgulho falso, superioridade e ego.
O outro é bom: é alegria, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade,
verdade, compaixão e fé.
O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô: "Qual lobo vence?"
O sábio respondeu: "Vence aquele que você alimenta..."

segunda-feira, 13 de maio de 2013

CORRENTES INVISÍVEIS.....

Boa tarde meus queridos (as)! Que nunca se apague da nossa memória histórica as atrocidades da escravidão e que estejamos atentos para as correntes invisíveis dos tempos modernos! Penso ser  muito oportuno reler "Navio Negueiro" do nosso imortal Castro Alves: 



Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus...
Ó mar! por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noite! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!...

Quem são estes desgraçados,
Que não encontram em vós,
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são?... Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa musa,
Musa libérrima, audaz!

São os filhos do deserto
Onde a terra esposa a luz.
Onde voa em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados,
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão...
Homens simples, fortes, bravos...
Hoje míseros escravos
Sem ar, sem luz, sem razão...

São mulheres desgraçadas
Como Agar o foi também,
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel.
Como Agar sofrendo tanto
Que nem o leite do pranto
Têm que dar para Ismael...

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram — crianças lindas,
Viveram — moças gentis...
Passa um dia a caravana
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus...
...Adeus! ó choça do monte!...
...Adeus! palmeiras da fonte!...
...Adeus! amores... adeus!...

Depois o areal extenso...
Depois o oceano de pó...
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer...

Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormindo à toa
Sob as tendas d'amplidão...
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cum'lo de maldade
Nem são livres p'ra... morrer...
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas rôscas da escravidão.
E assim roubados à morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoite... Irrisão!...

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noite! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão

sábado, 11 de maio de 2013

NOSSA VULNERABILIDADE DE CADA DIA...

Bom dia meus queridos (as)! Um sábado de esperanças, de alegrias, e de movimentos diferentes....








            Vou registrando minhas experiências dessa Travessia, quem sabe de uma forma ou de outra eu venha contribuir para maiores reflexões em torno da vida e do que fazemos dela.
            Sábado passado fui a Recife, atrás de uma cabeleireira pioneira em perucas. Um salão situado em um bairro nobre da Capital.  Logo cedo quando acordei com essa finalidade fiquei refletindo da caixinha de surpresa era a vida, estava eu ali me arrumando para ir a Recife comprar uma peruca para me sentir melhor, mais bela... (quem disser que essa questão do processo de depenação não mexe com a vaidade feminina, está negando uma grande verdade!), mas, lá vou eu fazer meu movimento próprio para me sentir melhor e é isso que tenho feito. Chegando, a senhora muito simpática me recebeu reservadamente, conversamos um pouco e entre uma e outra peruca conversávamos sobre a doença e a senhora disse que há uns 25 anos ela e sua   equipe fazia as  perucas para as mulheres mudarem de visual, como adereços.... Mas de 25 anos para cá, todas que me procuram é para trabalhar a autoestima e contou que quando começou a ser procurada para esse fim se chocava muito e queria desistir, pois tinha a sensação de está lucrando em cima da dor das pessoas e conversando com um senhor que veio de Campina Grande para ela fazer sua peruca, ela conversou com ele que estava pensando em desistir, pois às vezes ficava sem dormir, o senhor olhou para ela e disse:- faça isso não, a senhora imagina o quanto tem ajudado as pessoas a saírem daqui de alma nova, cheias de esperanças, e foi essa simples conversa que a fez continuar trabalhando e nos oportunizando a nos sentir melhor.
            Entre uma conversa e outra, experimentando uma e outra peruca, olhei para trás e vi muitas, muitas perucas de diversos tamanhos, cores, modelos, só que em outra vitrine, quando me dirigi para pegar, a senhora falou que já tinha  donas, estavam lavadas, escovadas, pintadas... e mais tarde as mulheres vem pegar e é assim a rotina: algumas mulheres muito elegantes chegam com suas perucas pela manhã, deixam lá para o trato de final de semana e à tarde vem buscar. Fiquei ali em silêncio, as palavras não conseguiam sair, era tudo tão estranho! E pensei sobre nossa vulnerabilidade diante da vida e como todos, independente de cor, sexo, classe social, crença estão tão vulneráveis.... e os carrões continuavam chegando e as madames tiravam suas perucas para mais um trato de final de semana. Eis a vida! Eis os seus mistérios!

             Mas, no meu retorno, após ter comprado uma linda peruca para o meu novo visual, lembrei dessa bela história:

 

"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas."

Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia.
Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando.
Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

MÁRIO QUINTANA


Bom dia meus queridos(as) ! Saindo um pouco desse período torturoso e já consigo me lançar na beleza  da poesia desse nosso querido poeta Mário Quintana onde alimento m'alma e vou me preparando para ver e sentir a beleza que a arte consegue expressar.





Seiscentos e Sessenta e Seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente …

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.