Seguidores

quinta-feira, 30 de junho de 2011

ADÉLIA PRADO

Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
− dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem,
Mulher é desdobrável. Eu sou.




quarta-feira, 29 de junho de 2011

UMA RÁPIDA PROSA


             Hoje pela manhã quando  entrei no carro para  ir trabalhar, observei que no estacionamente do prédio em que moro havia um carro a mais e o local em que estava estacionado notadamente ia me dar trabalho para sair (principalmente porque não sou uma boa motorista), mas, arrisquei, tentei tirar o carro usando a mesma estratégia de todos os dias, óbvio que não foi possível, haja vista ter um obstáculo e se fazia necessário uma nova estratégia, fiz vários movimentos diferentes, depois de inúmeras tentativas sem sucesso, me dirige para interfonar e saber quem era o proprietário porém, por alguns segundos me perguntei se já tinha visto todas as possibilidades e concluí que não, entrei no carro novamente e finalmente consegui sair .Essa simples experiência me levou a refletir as vezes que disistimos porque nos acomodamos e não ousamos tentar novas estratégias, precisamos ser mais persistentes nas nossas buscas e aguçar o nosso olhar para as inúmeras possibilidades visíveis ou não.
rascunho





Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Neruda

segunda-feira, 27 de junho de 2011

MINHA SOLIDÃO BASTA PARA PREENCHER AS LACUNAS DEIXADAS EM CADA ESQUINA DAS MINHAS INFINITAS RUAS.
[Fotos+Expressando+Solidão+25.jpg]

domingo, 26 de junho de 2011

ELAS POR ELAS / VIRGÍNIA WOOLF


                             Algumas pessoas procuram os padres; outras a poesia; eu os meus amigos.



       Se você não contar a verdade sobre si mesmo, não pode contar a verdade sobre as outras pessoas.


Estas são as mudanças da alma. Eu não acredito em envelhecimento. Eu acredito em alterar para sempre o aspecto de alguém para a luz. Eis meu otimismo.








Como mulher eu não possuo país. Como mulher, meu país é o mundo todo.